Biodiversidade

CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

O problema das invasoras

Plantas invasoras são plantas não-nativas que causam impactes ambientais e económicos negativos

Muitas das plantas que nos rodeiam foram transportadas do seu habitat natural para outros locais pelo que são denominadas plantas exóticas (do grego exotikós, “de fora”; ou não-nativas). Algumas destas espécies coexistem com as espécies nativas de forma equilibrada, mas outras há que se desenvolvem muito rapidamente e escapam ao controlo do Homem tornando-se nocivas – estas são designadas espécies invasoras. 

Uma planta exótica passa a ser considerada invasora quando:

  1. i) se reproduz de forma autónoma e numerosa;
  2. ii) se afasta dos locais onde foi inicialmente introduzida, tanto no espaço como no tempo (mais de 100 m, em menos de 50 anos para espécies dispersas por semente; mais de 6 m, cada três anos, para espécies com reprodução vegetativa), independentemente do grau de perturbação do meio e sem a intervenção direta do Homem; 

iii) atinge grandes densidades; e consequentemente 

iv) promove alterações ambientais e/ou prejuízos socioeconómicos negativas, apesar de também poder promover impactes positivos a alguns níveis.

  • 1) impactes económicos elevados, quer ao nível da produção, nomeadamente quando são espécies que invadem áreas agrícolas, florestais ou piscícolas, quer na aplicação de medidas de controlo e recuperação de sistemas invadidos
  • 2) impactes na saúde pública, quando são espécies tóxicas, cortantes, que provocam doenças, alergias, ou funcionam como vetores de pragas;
  • 3) diminuição da disponibilidade de água nos lençóis freáticos, no caso de espécies muito exigentes no seu consumo e que crescem em grande densidade;
  • 4) impactes no equilíbrio dos ecossistemas conseguido ao longo de milhares de anos de evolução, por exemplo, através da alteração dos ciclos do carbono e do azoto, uniformização dos ecossistemas (espécies dominantes), alteração dos regimes de fogo e das cadeias alimentares, ou competição com espécies nativas chegando, por vezes, a substituí-las completamente
  • 5) impactes nos serviços dos ecossistemas, afetando desde a produção de alimentos, o fornecimento de água e recursos diversos, a regulação do clima, cheias, doenças, o valor estético e cultural das paisagens, etc.

Conheça os métodos de controlo:<br>
https://www.invasoras.pt/pt/metodos-de-controlo

PLUMAS

Nome científicoCortaderia selloana

Nomes vulgares: penachos, erva-das-pampas, paina, capim-das-pampas, plumas, penacho-branco

Estatuto em Portugal: espécie invasora (listada no Decreto-Lei nº 92/2019, de 10 julho)


IMPACTES NOS ECOSSISTEMAS

Cresce vigorosamente e forma aglomerados densos que dominam a vegetação herbácea e arbustiva, criam barreiras à circulação da fauna e utiliza os recursos disponíveis para outras espécies.

As folhas cortantes podem limitar a utilização de áreas invadidas.
Impactes económicos
Custos elevados na aplicação de medidas de controlo.
Outros impactes
Alergias.
As folhas cortantes podem causar ferimentos nas pessoas.
Saiba mais sobre a espécie aqui:
https://www.invasoras.pt/pt/planta-invasora/acacia-longifolia


Métodos de controlo:
https://www.invasoras.pt/pt/metodos-de-controlo

ACACIAS

Nome científicoAcacia dealbata

Nomes vulgares: mimosa, acácia-dealbata, acácia-mimosa, bichaneiras

Estatuto em Portugal: espécie invasora (listada no Decreto-Lei nº 92/2019, de 10 julho)


É considerada uma das piores espécies invasoras em ecossistemas terrestres em Portugal continental.

IMPACTES NOS ECOSSISTEMAS

Forma povoamentos muito densos impedindo o desenvolvimento da vegetação nativa, diminuindo o fluxo das linhas de água e agravando alguns problemas de erosão.

Tem efeitos alelopáticos, impedindo o desenvolvimento de outras espécies.

Produz muita folhada rica em azoto promovendo a alteração do solo, o que poderá ter efeitos negativos no desenvolvimento e sobrevivência das espécies nativas e, simultaneamente, favorecer o crescimento de A. dealbata e/ou outras espécies invasoras.

Impactes económicos
Diminuição da produtividade.
Custos elevados na aplicação de medidas de controlo.

Outros impactes
Alergias.

Métodos de controlo:
https://www.invasoras.pt/pt/metodos-de-controlo

Outras espécies invasoras

A vespa asiática tem patas amarelas, tórax preto, face da cabeça alaranjada, abdómen preto com o quarto segmento alaranjado e listas finas alaranjadas nos restantes. A sua dimensão varia entre os 2,5 e os 3 centímetros de comprimento, mas as vespas fundadoras, de maior dimensão, podem atingir entre os 3 e os 3,5cm de comprimento.


A União de Freguesias recebe no seu atendimento o reporte de ninhos na sua área administrativa e encaminhará o reporte, para as entidades competentes para intervenção.

Pode também contactar as autoridades competentes: GNR Proteção civil da área afetada Serviços municipais da área afetada ou contactar a linha SOS Ambiente – 808 200 520.

Não. Nunca se deve aproximar do ninho, nem tentar mexer-lhe, porque esta espécie reage muito a perturbações. Ao identificar um ninho de vespa asiática deverá alertar as autoridades competentes para dar seguimento à sua destruição tendo em conta o Manual de Boas Práticas na destruição de ninhos de Vespa velutina.

Pode sofrer apenas uma picada ou desenvolver uma alergia ao veneno que é injetado. Em casos mais graves pode desenvolver-se uma reação alérgica muito grave e de rápida evolução (choque anafilático) com o aparecimento de: inchaço dos lábios, língua, face ou garganta manchas vermelhas muita comichão Nestes casos deve ligar imediatamente para o 112.

O tratamento da picada pode ser realizado em casa seguindo estes conselhos: Remover o ferrão Lavar o local da picada com água abundante Colocar gelo para reduzir o edema Em caso de reação alérgica muito grave, ligue imediatamente para o 112.

Para as restantes situações pode contactar o SNS 24 – 808 24 24 24,

Fonte: Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS)


 
https://www.sns24.gov.pt/

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A vespa asiática é originária de regiões tropicais e subtropicais desde o norte da Índia até ao leste da China, Indochina e arquipélago da Indonésia. Existe em Portugal desde quando? Desde 2011 que está confirmada a sua presença em Portugal.

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Créditos:
Fontes usadas nesta secção:
https://www.sns24.gov.pt/
https://www.oeiras.pt/
invasoras.pt (adap.)
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